É preciso saber diferenciar

A frustração dos cidadãos com o dinheiro investido na Copa é válida. Da mesma forma que os sonhos dos jogadores também são. Eles recebem salários exorbitantes, que na verdade também geram revolta, mas são seres humanos, pessoas, como qualquer um de nós. A bola rolando, o árbitro apitando, a torcida vibrando em uma Copa do Mundo é sonho de milhares de jogadores, jornalistas, torcedores, espalhados por todo o mundo, que poderão ou não estar presentes.

É, futebol muitas vezes parece uma grande bobagem. Mas quem convive , trabalha e ama este esporte conhece e reconhece os benefícios espirituais, as lições de vidas, os movimentos sociais que o mesmo faz crescer; O sorriso de uma criança em uma cama de hospital ao receber uma camisa do seu ídolo, a visita de um pequeno garoto com uma doença grave ao local de treinamento da seleção canarinha, que se emocionou e mexeu com cada atleta. O olhar daquela outra pessoa, outra criança, um adulto que está com os dias contados mas faz questão de lembrar do gol que aconteceu em determinada data, hora e que fez nascer felicidade em seu coração. O esforço pra alcançar uma simples taça, que aos olhos de um jogador sonhador, se transforma em vida.

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E porque não falar em redenção? Sim… refiro-me ao goleiro escolhido por Luis Felipe Scolari. O arqueiro que não é unanimidade, mas conta os segundos pra esquecer o erro na última competição. O sonho de um cara polêmico, um rapaz chamado Neymar, não amado por todos, mas que como qualquer jogador, necessita de apoio. Thiago Silva, Paulinho, David Luiz, Marcelo, Daniel Alves, Jô, Bernard, cada um com um desejo na mente, um sonho no coração, uma expectativa tremenda de honrar a seleção mais vencedora do mundo. Caros, nenhum jogador presente em QUALQUER seleção tem culpa no planejamento mal elaborado do Brasil. A vaia e o vandalismo contra quem também é vítima não vai adiantar.

É certo exigir mais do nosso governo, que tanto prometeu um evento grandioso e nos envergonha com estádios inacabados, perguntas sem respostas, problemas e mais problemas. Mas a Seleção Brasileira não tem nada a ver com isso, o torcedor brasileiro também não. Vai cumprir o seu papel, representando o país, dentro do nosso país. É preciso saber separar. Não é vaiando a seleção que a paz, a segurança, a saúde e a educação vão avançar. Isso depende de duas coisas: O seu dedo e a sua mente. Cuidado nas eleições deste ano. 

Juntos somos mais fortes. Salve a seleção!

O objetivo do ano não pode ser a libertadores

Desde o início do ano, quando o clube ainda passava por forte reformulação, muito se falava no principal objetivo do time neste ano. Enquanto o presidente Mario Gobbi afirmava que a prioridade seria formar uma boa equipe, também se escutava a velha frase de todos os clubes nos últimos anos: A prioridade é conquistar uma vaga na libertadores.

De certo, com o elenco que iniciou o Campeonato Paulista e fracassou, não dava para imaginar que o Corinthians teria totais condições de alcançar um bom lugar na competição nacional. Apesar das dificuldades e de muitos testes, o técnico enfim conseguiu dar uma cara nova a equipe, com peças inovadoras e que agradaram o torcedor. Com a paralisação dos campeonatos para a Copa do Mundo, na terceira colocação do Campeonato Brasileiro, classificado de forma antecipada na Copa do Brasil, será mesmo que o Corinthians só poderá pensar em libertadores?

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Para um clube da grandeza do Corinthians, parece um pensamento um pouco pobre. Querendo ou não, a equipe tem boas peças, que conseguem ‘fazer a diferença’ e agora ainda terá mais três reforços confirmados após a Copa: Ángel Romero, Elias e Lodeiro. Se o atacante de 21 anos ainda é uma aposta, Elias é um ídolo que volta para casa e Lodeiro é um jogador com experiência e de seleção. O sonho deste ano não pode ser apenas a libertadores. A meta é título!

A ideia até parece muito clubista ou com olhos de torcedor, mas analisando friamente, o elenco que a diretoria está conseguindo montar não pode ser desprezado. Com mais dias de descanso, se torna obrigação do clube, da comissão técnica e dos próprios jogadores algo em um patamar mais alto. Porque convenhamos… uma vaga na libertadores não pode ser tratada como um troféu. Esta equipe, se reforçada ainda mais, pode surpreender muitos.

Um mês para colocar os objetivos no lugar

Nove rodadas se passaram no Campeonato Brasileiro, terceira colocação no campeonato, reformulação, tropeços e reforços. O Corinthians alcançou 16 pontos em 27 disputados com 4 vitórias, 4 empates, 1 derrota. Números bons, longe de ser ruins, mas que se analisados friamente, poderiam ser melhores. Assim foram finalizadas as rodadas antes da paralisação para a Copa do Mundo, um ‘descanso’ para as equipes que precisam se reconstruir, outras que precisam se reforçar e repensar ações. O time de Mano? precisará de tudo um pouco.

Finalmente, o nosso técnico conseguiu encontrar o time ideal para ser escalado, o que tirava certo peso de suas costas, já que a equipe estava apresentando resultados melhores. O empate amargo contra o Botafogo pode ter colocado as conversas que precisarão acontecer dentro do clube ainda mais abertas. O time é bom? Sim! Reforços? Chegaram dois (Elias e Lodeiro). Precisa de mais? SIM! Mas não são somente novos contratados que farão do Corinthians um possível campeão.

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(Foto: UOL)

Mais do que reforços e tática, comissão técnica, atletas e dirigentes precisam sentar e conversar. Precisam porque mesmo sem perder, o time ainda não acredita que pode ser campeão. Isso é culpa do técnico? Talvez sim, talvez não. Mas o mesmo só passou a acreditar nesta possibilidade após a boa sequência. Se ainda desejam colocar as mãos na taça, é preciso crescer como mandante o que cresce como visitante.

A diretoria em si é mais uma parte que precisa acordar. Apesar da constante busca por reforços, a mesma permite que as especulações sejam comentadas dentro e fora do clube, o que deveria ser completo sigilo. As sondagens para tentar trazer Sóbis e Tardelli escancaram isso: dirigentes afirmando interesse e tomando não dos outros clubes. Nitidamente, se faz necessário a chegada de jogadores para a parte defensiva e ofensiva da equipe, já que os resultados conquistados evidenciaram a decadência de um zagueiro e a ineficiência dos atacantes.

A pausa para a Copa do Mundo decidirá se o Corinthians vai chegar lá ou não. É um mês para treinar, pensar, contratar e focar. Treinar o time ideal, que vai obter mudanças com as possíveis entradas de Elias e Lodeiro. Pensar na conduta de cada atleta dentro de campo e até mesmo do próprio técnico, que precisa passar confiança para cada um. Contratar zagueiros e atacantes para deixar a equipe mais equilibrada, já que o meio campo parece bem servido. Focar no objetivo que, para um clube como este, não pode ser apenas uma vaga na libertadores.

Corinthians, você tem um mês pra decidir: Vai jogar pra competir?

Corinthians 1×1 Botafogo: Vacilou

Em busca de esquecer o primeiro resultado oficial da nova casa, o Corinthians tentava colocar em campo a nova confiança adquirida em duas rodadas seguidas. Quando a palavra redenção se tornou o objetivo do time, até que deu certo, mas o timão elevou o ego, tocou a bola no já ganhou, deixou a raça no vestiário.

No início do jogo, apesar das tentativas botafoguenses, o alvinegro paulista ainda conseguiu manter o equilíbrio, buscando contra ataques que poderiam acabar com o jogo. Tantou tentou e tentou que conseguiu, com um lindo gol de Jadson, abrir o placar e finalmente, fazer o torcedor vibrar na Arena Corinthians. O resultado estava bom, poderia melhorar com as chances desperdiçadas, mas o Botafogo dava ao time de Mano a oportunidade de dominar. Fim de primeiro tempo.Imagem

(Foto:Lance!)

É, como o adversário permitiu a soberba e os toques de bola sonolentos, o mandante da festa voltou a recuar, voltou a aguardar, voltou a decepcionar. Mesmo fraco tecnicamente, o bobo não existe no futebol mas o Corinthians achou que sim: Em uma tentativa do adversário, Fábio Santos e Cleber dão um show de horrores e permitem o empate no fim da partida. Caiu na conta do Mano, até de forma justa pelas mudanças loucas, mas convenhamos… a conta é dupla.

A conta se torna dupla porque o time não soube acabar com o jogo quando pôde, não finalizou como deveria, não se impôs como era desejado, não sou ser o comandante de uma festa e o protagonista da mesma. Nas circunstâncias do jogo, o resultado passou longe de ter sido bom. Mais uma empate amargo, mais pontos em casa perdidos.

Corinthians Corinthians… quanta indecisão pra confirmar se vai desagradar ou se vai competir. Aguardemos a volta após a Copa do Mundo.

Corinthians 1×0 Cruzeiro: Eficiência e raça pra vencer!

O jogo era contra o líder do campeonato, atual campeão da competição, um time muito bem montado, que para muitos, chegaria ao Canindé somente para carimbar os três pontos e voltar à Minas feliz. Com a melhor atuação do ano, o Corinthians fez o otimista sorrir, o pessimista observar e o Fábio chorar ao vencer por 1×0.

Em um jogo aberto, onde as duas equipes não temeram o ataque, apesar da ineficiência de alguns, o Timão conseguiu finalmente ‘amedrontar’ o seu visitante, que mesmo assim, não abria mão do esquema ofensivo. Com jogadas de efeito criadas por Jadson, Guerrero, Romarinho e até com tentativas do Bruno Henrique, a partida foi se desenhando no fator merecimento. Um primeiro tempo espetacular, que deixou o torcedor ansioso.

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(Foto: lance!)

Convencendo o torcedor e a si mesmo, o Corinthians precisava convencer os velhos amigos do técnico Mano Menezes para abrir o placar: Deuses do futebol, não estão assistindo o nosso bom desempenho?! Sim. Como estavam assistindo. O coringão não abria mão dos bons contra ataques que, muitas vezes, aconteciam dos pés de Petros, um monstro no desarme. Depois de tanto tentar, tentar e tentar, foi em um lance infeliz do goleiro adversário que a torcida Corinthiana vibrou: Domínio do Guerrero, que não titubeou e chutou forte, para o frango de Fábio.

É, se o Corinthians merecia a bola na rede, alguém precisou ser infeliz. Com o placar aberto, a equipe se posicionou melhor defensivamente, usando a boa fase do volante Petros para iniciar ainda mais jogadas de efeito. Enquanto Jadson mostrava bom futebol fazendo o simples, mas fundamental, Guerrero e Romarinho lutavam, mas não saiu mais nenhum gol.

Ora, o gol só sairia para a vibração continuar. O Corinthians venceu, convenceu e enfim, se mostrou um time unido, aguerrido, raçudo, triunfante. De fato, não se pode fazer desta vitória o único triunfo necessário, mas sim o combustível dos atletas. A equipe desta noite, assim como a comissão técnica, merecem os parabéns.

Sport 1×4 Corinthians: Muita calma com essa vitória

O torcedor Corinthiano esperava  este jogo na Ilha do Retiro ansioso e querendo ou não, sem muitas expectativas. Incomodado com os gols tomados constantemente no fim de cada partida, mesmo o mais otimista sabia que este confronto poderia ser só mais um de um longo campeonato, mas para recuperar a autoestima do elenco, era fundamental. Em campo? Um tabu, um jejum, um desejo: vencer.

E logo no começo da partida, o susto de ver Cássio sair para entrar o já conhecido Walter e a euforia de assistir Guerrero saindo da marcação de três jogadores do time adversário para fazer a jogada do gol que saiu dos pés de Romarinho, 1×0. De volta a sua realidade do Campeonato Paulista e das últimas rodadas, o Corinthians voltou a permitir a pressão do adversário e levou o empate. Será possível, timão? Outra vez?

E foi a partir do gol da virada feito por Jadson, em uma cobrança de falta, que a torcida e o time voltaram a sorrir. A alegria tomou conta quando Durval resolveu parar o contra ataque do timão e acabou cometendo pênalti, muito bem cobrado pelo maestro dono da camisa dez. Enquanto tentava permanecer atento com a sua defesa, o time alvinegro ainda conseguia contra atacar mais, assustando o Sport que estava com dez jogadores, deixando Romarinho de novo na cara do gol pra fechar a conta e fazer o segundo dele: 4×1.

De fato, uma partida memorável para o torcedor. Ainda de grande valor para o time, que precisava se “autoconvencer”. E agora? Rumo ao título? Muita calma, muita calma com a vitória fora de casa, com a quebra de um tabu, com a possível volta da confiança do elenco. Mesmo goleando nesta última rodada, o time ainda precisa mostrar mais, passar mais seriedade pro seu torcedor. Fica o recado para o elenco, comissão técnica e para o exagerado otimismo.

(foto: globo esporte)

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Corinthians 1×1 Atlético-PR: Ô Mano, escolhe o esquema!

Diante do adversário que foi derrotado por este mesmo Corinthians no amistoso de inauguração da Arena da Baixada, imaginava-se que o time do técnico Mano Menezes buscaria um resultado positivo para esquecer o que passou na nova casa. Em um jogo de altos e baixos, o Corinthians mais uma vez decepcionou, não jogou, não encantou, não mostrou padrão de jogo.

 É bem verdade que desde o início do Campeonato Brasileiro o técnico vem mudando o esquema de jogo constantemente. Para quem parecia gostar do time com três volantes, o mesmo fez questão de derrubar este esquema após a volta de Renato Augusto. Na noite desta última quarta-feira, o que se viu em campo foi um Corinthians sem uma proposta definida, com um ataque sonolento e no primeiro tempo, com um meio campo sem criatividade alguma.

Mano soube enxergar que Renato e Jadson não estavam jogando, principalmente o segundo, que só conseguiu aparecer bem no jogo em alguns contra ataques e claro, no pênalti convertido por ele mesmo. Renato já saiu no início do segundo tempo e parece ser apenas uma boa opção no banco de reservas, já que com esta dupla em campo, sobra o lendário Danilo que hoje, infelizmente, fica longe de ser decisivo.

Como era esperado, após o gol convertido o Corinthians buscou contra-ataques mas voltou a ficar atrás, como o próprio técnico falou: fazendo um convite para o empate. Ah, e como convidou! Convidou nas jogadas de velocidade, quando saiu inteiramente para o ataque e não deixou o time com mais segurança atrás, uma zaga que hoje já tem alguém caindo de rendimento: Cleber.

Resumidamente, o Corinthians apresentou aquele “mais do mesmo”. Não conseguiu conquistar três pontos em um jogo com totais condições de acontecer isso e perdeu, mais uma vez, pontos sagrados como mandante. Agora, sobre alguns jogadores e outro:

Sobre o técnico, seria interessante que o mesmo definisse o esquema que deseja jogar.

Sobre Cleber, está desatento, nervoso, quando consegue roubar uma bola volta a esperar uma jogada do adversário. Se acha o capitão e grita constantemente com o árbitro.

Sobre Jadson, vem caindo de rendimento. Não sei se pela entrada de Renato Augusto no time, já que no segundo tempo ele ficou como o único meia em campo e até apareceu um pouco mais.

Sobre Guerrero, sofreu sim o pênalti mas chega a ser irritante as faltas que ele faz constantemente, muitas vezes não consegue dominar uma bola e parece que ainda vive dos gols no mundial que aconteceu há dois anos.

Sobre o Corinthians: É hora de escolher o que quer no Campeonato.

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(foto: UOL)